Até quando terei de esperar?

"Mesmo enrugado, como uma vasilha de couro na fumaça, não me esqueci de teus decretos. Até quando terei de esperar? Quando castigarás os que me perseguem?" (Salmo 119.83, 84)

Jamil Filho
Jamil Filho

Inquieto com as perseguições e provações, o salmista clama novamente ao Senhor, questiona se não esqueceu de sua alma e quando se levantará em seu favor. Em seu clamor o salmista relembra sua fidelidade à Palavra mesmo diante das adversidades e sofrimentos.

Mesmo diante de uma circunstância de extrema dor, seu coração não se volta contra os mandamentos do Senhor, mas permanece firme na convicção de que somente nEle há a esperança eterna.

Mas, mesmo com tal convicção, sua alma roga por uma resposta, seu coração grita por auxílio e, diante da aparente inércia divina, questiona "Até quando terei de esperar?". Perceba, no entanto, que o questionamento do salmista não parte de um coração amargurado com o silêncio de Deus, mas de um coração que compreende que somente o Pai eterno tem poder para auxiliar.

Ao se inclinar em clamor e expressar as mais profundas angústias de sua alma o crente, tal como o salmista, não apenas se livra do perigo de se afastar do Pai que cerca um coração dolorido que não se inclina em oração, mas também se esvazia de toda dor, permitindo que o Consolador conforte seu coração.

Deus lhe abençoe.

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