Devocional #10 - O Fruto do Espírito: Domínio Próprio

"Mas o fruto do Espírito é [...] domínio próprio..." – Gálatas 5:22,23


Leia também:

Mateus 5:38-41; Gálatas 5:17,18; Tiago 1:13-15


Medite:

O Apóstolo Paulo encerra a lista de virtudes do Espírito nos apresentando a capacidade dada por Deus ao homem para que este seja capaz de lidar com as inclinações de sua própria carne. Tal virtude capacita o crente a reprimir, com mão firme e forte, as paixões de seu coração e as inclinações de sua própria carne vivendo, desta maneira, de acordo com a vontade de Deus.

Enquanto o homem e a mulher que são guiados pelas obras da carne se entregam à toda espécie de vícios e devassidão, tornando-se escravos do pecado, por meio do Espírito Santo o crente é capaz de viver de forma santa e livre, glorificando ao nome do Senhor através de sua vida.

Paulo alerta os gálatas: “a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gálatas 5:17), pelo Espírito Santo somos capacitados para não fazer o que desejamos. Não importa o quão tentador o pecado se apresenta não vivemos mais debaixo da Lei, mas do Espírito.

Entretanto, tal virtude não diz respeito apenas à forma como resistimos ao pecado quando tentados, mas também se manifesta na maneira como reagimos ao mal que sofremos.

“Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas” (Mateus 5:39-41)

Jesus não está se referindo à uma simples agressão sofrida, não está declarando que o cristão deve permanecer apático e passivo diante de um ato hostil, a questão apresentada pelo Mestre é outra. Aquele que fere a face direita o faz com o objetivo de desonrar seu oponente, de afrontá-lo e humilhá-lo.

Trata-se de uma questão de honra e, o crente guiado pelo Espírito Santo, não apenas resiste ao pecado, mas também se abstém do direito de defender seus próprios direitos, ele oferece a outra face, pois reconhece que entrar no jogo da agressão não glorificará o nome de Deus.

O mesmo princípio se aplica tanto à alienação de algum bem pessoal, quanto da própria vontade. Podemos, naturalmente, não desejar caminhar uma milha, mas para a glória de Cristo caminhamos duas, alguém toma injustamente aquilo que nos pertence por direito, mas ao invés de reagirmos na mesma moeda, entregamos também a capa.

Pelo Espírito somos capacitados para, assim como Jesus, negar a nós mesmos a fim de que, na abnegação de nossas vontades, a glória e a majestade do Senhor seja louvada.

Ore Conosco:

Pai, ajude-me a dominar minhas ações e reações, ajude-me a negar minha carne, a rejeitar as tentações e, na mesma medida, a reagir às afrontas que sofro de forma santa. Para que em tudo o Teu nome seja glorificado e o Teu Reino seja manifesto ao mundo. Oro, em nome de Teu Filho Jesus, amém.

Deixe um comentário

Assine o Novas de Cada Manhã

Não perca nenhum conteúdo. Inscreva-se para ter acesso à biblioteca de conteúdos exclusivos para membros.
[email protected]
Inscreva-se