“Senhor, é tempo de agires, pois violaram a tua lei” – Salmos 119:126

Diante das injustiças, da maldade, da opressão do ímpio sobre o justo e da corrupção de sua geração, o salmista clama pela intervenção divina, pelo julgamento dAquele que é santo.

Muito provavelmente vivemos em tempos mais caóticos e assombrosos do que o salmista, vemos a iniquidade permeada em todos os extratos de nossa sociedade, desde os poderosos até o menor dos homens, todos se corrompem por seus próprios interesses e pecados.

A postura do salmista nos serve de referencial ainda hoje, séculos depois. Ao chamar o discípulo para a jornada da fé o Mestre apresenta um critério para o discipulado: negue-se a si mesmo.

Somos tendenciados a olhar para a negação da própria vontade somente no aspecto do pecado, no entanto, o discipulado cristão envolve a negação de tudo, desde o que é impuro até da nossa própria percepção de bom ou mau. Não cabe mais ao discípulo a responsabilidade de determinar o certo e o errado, ele apenas reconhece o que o Mestre determina como justo ou impuro.

Devemos, assim como o salmista, negar o nosso senso de justiça, pois como todas as demais áreas de nossa existência, foi corrompido pela Queda. Nossa justiça muitas vezes é imparcial e terrivelmente desequilibrada. Por isso devemos entregar ao Senhor a responsabilidade para agir.

Caso contrário, corremos o sério risco de substituirmos Deus por um ídolo que forjamos com o objetivo de satisfazer nossas próprias percepções e anseios. Quando a fé na intervenção sobrenatural em nossa realidade caída diminui, nosso coração sempre levantará um deus que, ao contrário do Todo-Poderoso, é insensível, ímpio e sanguinário.

“A vingança cabe a mim” diz o Senhor “eu lhes darei o troco; no devido tempo, seus pés escorregarão. O dia da calamidade chegará, e seu destino os alcançará’” (Deuteronômio 32:35)

Que Deus lhe abençoe.

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“Senhor, é tempo de agires, pois violaram a tua lei” – Salmos 119:126