“Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos” – Salmos 119.7

O que é louvor? Para muitos é impossível não associar louvor com a música no culto público. Contudo, procurando responder à pergunta, o salmista estabelece um paralelo simples, mas extremamente profundo, entre louvor e a Palavra.

A compreensão e o entendimento do crente quanto às coisas espirituais, expressas nas Sagradas Escrituras, determinam como o coração deste se portará no louvor ao Senhor Deus. O entendimento apresentado pelo salmista é reverberado séculos depois por Jesus Cristo e pelo Apóstolo Paulo.

A adoração da qual o salmista deseja entregar ao Senhor trata-se da verdadeira adoração apresentada por Jesus à mulher samaritana (João 4:23-24). O louvor provém de um coração reto, um coração puro, sincero e moldado pela Palavra.

O louvor genuíno parte da compreensão de quem é Deus, que se revela nas Sagradas Escrituras, e não do esforço humano em produzir algo, seja música, literatura ou qualquer outra expressão artística.

E, uma vez entendido quem Deus é e o que Ele nos exige, podemos apresentar nosso próprio corpo em louvor ao Senhor (Romanos 12:1). Ao ouvir, meditar, assimilar e praticar os mandamentos do Senhor o crente está, de maneira plena, louvando ao Deus Trino.

Não há adoração verdadeira sem a correta compreensão das Escrituras, não há louvor genuíno sem a correta prática da Palavra. Caso contrário, corre-se o sério risco de tornar a confissão de fé e o louvor em uma simples expressão de falsa religiosidade, tal como os fariseus faziam.

O louvor e a adoração genuína permeia toda a vida, todas as ações e emoções cotidianas do crente, o próprio crente é um instrumento de louvor ao Senhor Deus.

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“Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos” – Salmos 119.7