"Senhor, dá-me o teu amor, a salvação que me prometeste. Então poderei responder aos que me insultam, pois confio em tua palavra" – Salmo 119.41, 42

Longe de ser uma oração egoísta e inconsequente, o pedido do salmista ao Senhor para que Ele lhe conceda de seu amor e salvação parte da compreensão de que necessita de Deus e somente sendo preenchido pelo amor e salvação do alto ele será capaz de falar justamente.

Somente depois de estar cheio do amor e da salvação de Deus o salmista se propõe responder ao próximo. Sua resposta, no entanto, não se baseia no desejo de manter sua integridade e moral intocadas diante dos insultos que receba, mas na plena compreensão de que seu próximo carece do amor de Deus.

Sua preocupação e desejo não é responder na mesma moeda e revidar a ofensa, mas consciente de quem é em Deus e do amor derramado em seu coração, sua mente é tomada pela necessidade de transbordar o amor e salvação.

Alguns versos adiante encontramos a confirmação dessa realidade: "Falarei de teus preceitos a reis, e não me envergonharei" (v. 46).

Não estamos livres da tentação de responder ao insulto com mais ofensa, responder ao mal com o mal, no entanto, tal como o salmista somos convidados por Deus para rogar por Seu amor e salvação, preencher nossos corações com a identidade de filhos e filhas para então, cheios dEle, transbordemos os estatutos e preceitos sem vergonha e sem rancor.

Que Deus lhe abençoe.