Devocional #18 - Reconcilie-se com seu irmão, depois apresente sua oferta

"Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” — Mateus 5:23,24

Dada a gravidade e a seriedade que é odiar o irmão ou proferir contra ele palavras permeadas por desprezo, Cristo então estabelece mais uma camada na compreensão acerca de como o relacionamento entre os seus discípulos deve ocorrer.

Jesus deixa claro que não existe relacionamento com Deus sem relacionamento com o próximo e, na mesma medida, não há verdadeiro relacionamento com o outro sem que estejamos fundamentados e alicerçados num verdadeiro relacionamento com Deus.

Não posso afirmar que amo a Deus se não amo meu irmão e não tenho condições de afirmar que amo meu irmão se não amo a Deus.

Na mesma proporção em que os discípulos de Jesus são chamados para se absterem da animosidade de uma vida guiada pelo ódio, também são chamados para se entregarem a um estilo de vida e conduta pautados por um espírito de reconciliação e paz.

A preocupação do discípulo não deve estar em apresentar uma oferta a Deus em detrimento da comunhão com seu irmão. Atos externos de louvor, de sacrifício e de serviço cristão sem os laços da verdadeira e genuína comunhão com o irmão não possuem serventia alguma no Reino.

Ferguson (2019) em seu livro “O Sermão do Monte” nos escreve: “O que somos diante de Deus está ligado ao modo de nos relacionarmos com os demais. E, caso estejamos em inimizade com alguém, como poderíamos nos achegar à presença do Senhor com mãos e coração limpos?”.

O Apóstolo João nos deixa claro que “Quem afirma estar na luz, mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram” (1 João 2:9-11).

Isso não significa, entretanto, que nossos relacionamentos serão sempre pautados pela justiça ou que estarão livres de atritos e fagulhas. Não é isto que Cristo tem em mente, Ele sabe que ainda há em nosso coração a velha raiz do pecado que, inevitavelmente, se manifestará em algum momento.

O discípulo invariavelmente irá entrar em atrito com seu irmão, no entanto, o Mestre espera que seu coração esteja disposto a reconhecer suas falhas. Deixar a oferta no altar, o serviço externo e visível, requer humildade e submissão para caminhar em direção ao secreto onde a reconciliação acontece.

A tendência do coração humano sempre será caminhar em direção ao sacrifício, ao que se pode realizar com a força do braço. Deixar a oferta e seguir na direção oposta, no caminho da humilhação e reconhecimento das próprias falhas requer o auxílio do Espírito Santo.

Somente o discípulo que consegue olhar para fora de si, se colocando à disposição para reatar os laços rompidos, pode com o coração puro e as mãos limpas voltar e apresentar sua oferta de louvor a Deus como aroma suave e agradável.

Que Deus lhe abençoe.


Bibliografia citada:

FERGUSON, S. O Sermão do Monte. Tradução de E Pires. São Paulo: Editora Trinitas, 2019. Disponível em: https://link.novasdecadamanha.com.br/ferguson-o-sermao-do-monte


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