Devocional #15 - Se a vossa justiça não exceder

“Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” — Mateus 5:20

Antes de iniciar seu ensino acerca da prática esperada de seus discípulos diante das situações cotidianas da vida o Mestre estabelece um ponto de virada. A entrada no Reino dos céus é garantida somente aqueles cuja justiça fosse superior àquela demonstrada pelos religiosos de sua época.

Imagine quão assombrosa deve ter soado tal declaração aos ouvidos da multidão. Ferguson (2019) em seu livro “O Sermão do Monte” apresenta uma frase bem conhecida na época de Jesus e que nos ilustra muito bem o cenário: “se somente a dois homens fosse permitida a entrada no céu, então, certamente, um deles seria mestre da lei e o outro, fariseu”.

Como então os discípulos de Jesus poderiam exceder a justiça daqueles que eram tidos como os mais santos e justos!? O segredo não está no esforço ou no mérito do discípulo, mas em quem imputa a justiça nele.

Enquanto os fariseus obedeciam a Lei com suas próprias forças e méritos, o discípulo de Cristo é chamado para fazer o mesmo, mas com o auxílio do Espírito Santo de Deus. Sua justiça deve exceder a dos religiosos, pois ela provém do próprio Deus que imputa, por meio da fé, a justiça alcançada por Cristo.

Ferguson (2019) ainda nos escreve dizendo que “Jesus Cristo não só nos justifica compartilhando conosco de Sua justiça; Ele também nos santifica e nos transforma, tornando-nos justos. Em outras palavras, nossa justiça de fato deve exceder à justiça dos fariseus. Pois se não somos mais justos do que eles, não somos justos de forma alguma”.

O segredo da declaração de Cristo é a fé. Sem ela não alcançaremos a justiça que excede a todo esforço humano para ser agradável diante de Deus. A justiça do fariseu é externa, se firma naquilo que ele é capaz de fazer, em sua força, em seus méritos e jamais será capaz de mudar o coração e torná-lo mais agradável a Deus.

Já a justiça disponível ao discípulo é externa em sua origem e interna em seus efeitos. Ela não provém dele mesmo, mas de Deus e, ao contrário da justiça humana, antes de transbordar externamente em obras visíveis, ela transforma completamente o interior corrompido.

Se a justiça que temos não excede a justiça do legalista então é sinal que não temos justiça alguma e que ainda não recebemos pela fé os benefícios espirituais alcançados pelos méritos de Cristo.

Deus lhe abençoe.


Bibliografia citada:

FERGUSON, S. O Sermão do Monte. Tradução de E Pires. São Paulo: Editora Trinitas, 2019.


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