Devocional #24 - Vocês ouviram: olho por olho e dente por dente

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra” — Mateus 5:38,39

Jesus avança em seu ensino e inverte a aplicação dos mandamentos, até o momento Ele tratara apenas sobre como seus discípulos deveriam se portar diante do próximo a fim de não pecar contra ele, mas agora Ele passa a apresentar como eles deveriam responder ao pecado sofrido.

Mesmo dois mil anos depois, nossa sociedade ainda carrega o terrível desejo de morte e vingança, ainda ouvimos os gritos “olho por olho e dente por dente”. O coração humano nunca será naturalmente inclinado ao perdão, nunca estará disposto a, tal como o Cordeiro de Deus diante da morte, permanecer em silêncio frente ao mal sofrido.

O Mestre deixa claro que a vingança não é um direito concedido ao discípulo. Não temos condições alguma de retribuir justamente o mal que sofremos, nossa tendência sempre será exceder em nossa resposta provocando mais dor do que aquela que sentimos.

A ordem do Mestre soa como loucura, “Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra”, e de fato o é para a mente natural. Não existe aqui uma figura de linguagem ou a possibilidade de interpretar a determinação de outra maneira.

Jesus é enfático “ofereça-lhe também a outra”, tal disposição do coração está firmada na certeza de que Deus é um justo juiz e na convicção de que, como declarou certa vez Richard Baxter: “O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo”.

Entretanto, Cristo não se limita a ordenar que seus discípulos apresentem a outra face diante da afronta, Ele vai além. Alguém até poderia se abster do direito da vingança e ainda assim matar seu próximo no coração.

Ciente disto, Jesus então nos apresenta o antídoto ao declarar: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:44). O desejo de vingança é totalmente dissolvido e superado através do amor de Deus e da disposição em orar pelo ofensor.

Jesus não apresenta uma possibilidade, uma escolha, mas uma ordem. Como meditamos há algumas semanas, no Devocional #07 da Série Tempo Ordinário:

“Ao discípulo não é concedido o direito de reter o amor que recebeu de Deus, não está sob sua autoridade decidir quem é ou não é digno do amor gracioso do Pai, uma vez que ele próprio foi alvo deste amor incomparável” e imerecido.

Neste processo de receber do amor de Deus e de doá-lo ao inimigo a alma do discípulo é renovada e refrigerada pelo Espírito Santo. Decidir por mantê-lo estagnado, entretanto, causará mais mal do que bem. Assim como um reservatório com água parada se torna uma incubadora de problemas, assim é o discípulo que não permite a circulação do amor de Deus nele e através dele.

Deus lhe abençoe.


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