Devocional #14 - Cremos em Jesus Cristo, nascido da virgem Maria

“Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel” — Isaías 7:14

“Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel” — Isaías 7:14

A encarnação do Verbo, conforme predita pelo profeta Isaías, é o ponto de virada no drama da redenção, é o início da vitória final de Deus sobre o reino das trevas. Tal evento é teologicamente belo, espiritualmente profundo e humanamente incompreensível.

O terceiro artigo de fé do Credo Apostólico pavimenta a doutrina da encarnação do Verbo e remove qualquer margem e qualquer possibilidade de o verdadeiro cristão crer em qualquer outra interpretação acerca da natureza humana de Cristo.

“Creio em Jesus Cristo [...] que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria”. Deus em Sua incompreensível sabedoria submeteu Seu Filho, o Verbo eterno, à pobreza da natureza humana para que, por meio dela, os homens alcançassem a riqueza eterna, conforme escreve o Apóstolo Paulo em 2 Coríntios 8.9.

Ele foi homem perfeito, não apenas em termos morais, mas também em termos de matéria e limitações humanas, Ian Howard Marshall nos escreve “ele não era um ser divino ‘disfarçado’ de ser humano, como um ser humano vestindo temporariamente um uniforme. Havia uma união real entre o ser divino e a pessoa humana”.

O escritor aos Hebreus (2:17; 4:15) nos declara que Cristo se tornou, exceto no que diz respeito ao pecado, semelhante a nós em tudo para que, ao compartilhar de nossa natureza, pudesse nos redimir pelo Seu sangue. Marshall ainda acrescenta que “Ele experimentou o que todos os seres humanos experimentaram ao serem tentados, mas com a importante diferença de não ter cedido à tentação”.

Deus se fez vulnerável no ventre de Maria, se submeteu ao processo natural da vida, foi criança, adolescente, jovem e adulto. Pela manhã acordava para mais um dia e à noite se deitava para dormir e descansar. Ele sorriu e se alegrou com os noivos em Caná da Galileia, chorou com a morte de seu amigo Lázaro, sentiu o vento frio do inverno e o calor do verão, se angustiou no Getsêmani e gritou de dor no Calvário, teve fome e sede, em tudo se fez semelhante a nós para que, pela Sua vitória contra o pecado, nossa própria natureza pudesse ser restaurada por meio de Seus méritos.

Entretanto, ao contrário do conceito de encarnação presente no mundo antigo, Cristo não assumiu a forma humana somente com o propósito de se revelar aos homens e, cumprida sua missão, descartá-la tal como um ator o faz com uma máscara. Ao contrário, Ele se uniu perfeita e permanentemente à natureza humana, a divindade não preencheu uma carne vazia de personalidade e alma, mas partilhou com ela da natureza eterna.

Tal mistério, no entanto, não é explicado pelas Escrituras e o Credo Apostólico apenas se limita a reforçar o que Deus nos revelou. Para nossa fé não há necessidade de entender os mistérios de Deus e, o que nos é necessário, nos foi revelado em Cristo, perfeito homem e perfeito Deus.

Se o segundo artigo de fé do Credo Apostólico revela e reafirma o senhorio e a divindade do Verbo, o terceiro nos apresenta a pessoa humana de Jesus que, por compartilhar de nossas dores, se compadece e intercede por nós diante do Pai.

Que Deus lhe abençoe.


MARSHALL, I. H. Encarnação. In: ALEXANDER, T. D., et al. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Tradução de William Lane. São Paulo: Editora Vida, 2009.


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