Devocional #23 - Cremos na vida eterna

“Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado” — Apocalipse 21:1

“Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado” — Apocalipse 21:1

“Creio [...] na ressurreição da carne”, afirma o penúltimo artigo de fé do Credo Apostólico e é complementado pelo último artigo “Creio [...] na vida eterna”. Lamentavelmente boa parte dos cristãos hoje não creem com tanto vigor na ressurreição do corpo tal como anunciada nas Escrituras e, por consequência, desacreditam da vida eterna.

A ressurreição da carne não é um fim em si mesma, mas ela aponta para a grandiosidade da eternidade para com Deus.

Que imagem é formada em sua mente quando lhe peço para pensar na vida após a ressureição do corpo, na vida eterna?

Muito provavelmente o estereótipo de eternidade que veio à tona é muito mais próximo da compreensão popular, do que do conceito bíblico: nuvens brancas, salvos flutuando de um lado para o outro com harpas nas mãos vestidos de longos lençóis alvos.

Entretanto, quando lemos os capítulos finais da história revelados ao Apóstolo João não contemplamos Deus levando o seu povo para outra realidade e destruído para todo sempre nosso universo, ao contrário, deslumbramos o maravilhoso cenário em que o Criador rasga os céus e se assenta conosco na Terra restaurada.

Neste sentido a ressurreição de Jesus nos fornece um belo vislumbre desta nova realidade. Cristo não ressuscitou com um corpo imaterial, mas com seu próprio corpo, com os pés que caminharam pelas terras de Israel, as mãos que abençoaram as crianças e os olhos que choraram diante da morte de Lázaro.

A própria carne de Cristo foi trazida à vida e glorificada pelo poder de Deus. Da mesma forma seremos ressurretos, não em almas imateriais, gélidas e desmemoriadas, mas em corpos glorificados. Nossas memórias serão santificadas de forma que louvaremos a Deus eternamente não pelo esquecimento do que vivemos deste lado da existência, mas pela compreensão da grande obra do Senhor feita em nós.

Olharemos para o passado e veremos a abundante graça de Cristo derramada em nossos dias, contemplaremos o agir do Espírito Santo em nossa santificação e então louvaremos a Deus, para todo o sempre, por Sua graça.

A eternidade é muito mais próxima ao quadro que enxergamos no Éden, não uma realidade imaterial, abstrata ou pálida como muitos imaginam, mas sim uma realidade restaurada pelo sangue do Cordeiro, uma criação em plena paz e comunhão com Seu Criador.

Que Deus lhe abençoe.

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