Devocional #05 - Tesouro nos céus

"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam" — Mateus 6:19

"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” — Mateus 6:19-21
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Diante das incertezas existentes no chamado ao discipulado o Mestre se antecipa e declara que o discípulo não deve se precipitar em gastar suas energias e vitalidade em busca de ajuntar tesouros nesta terra a fim de garantir segurança futura, não foi para isto que Ele o chamou.

O discípulo que se distraí com a ambição pelas riquezas deste mundo permitiu que a beleza do discipulado fosse ofuscada com coisas passageiras e transitórias. Seu olho se tornou mal e, portanto, toda sua vida está em trevas. Quem olha para o milagre da multiplicação dos peixes e ignora o chamado para abandonar tudo não compreendeu a grandiosidade do chamado.

Num primeiro momento a declaração de Cristo sobre os olhos serem a candeia do corpo (v. 22, 23) pode até parecer desconectada com a ordem dada ao crente para ajuntar tesouros eternos.

Entretanto, enquanto conquista riquezas para si mesmo o homem jamais será capaz de atender ao chamado para o discipulado, sua alma continuará hesitando em servir a dois senhores e por mais que deseje seguir a Jesus, a ordem confrontadora do Mestre, “vá, venda seus bens [...] e você terá um tesouro no céu” (Mateus 19:21) continuará sendo um buraco no fundo da agulha, uma má opção aos olhos entenebrecidos pelo pecado.

Enquanto Pedro não larga as redes cheias de peixes, jamais se tornará um pescador de homens.

Somente aquele que foi iluminado pelo Espírito Santo e cujos olhos foram abertos pela palavra, será capaz de olhar para a riqueza deste mundo a partir da perspectiva divina. Ela não lhe pertence, mas lhe foi confiada pelo senhor da casa a fim de ser administrada para a glória do nome de Deus. Sendo corruptível e perecível nenhum bem deve se tornar senhor do discípulo, nada deve atrair seu coração.

Sem o Espírito Santo e sem o chamado que passa pelo abandono das redes, pela renúncia da própria vontade, pela morte no calvário, pela perseguição e rejeição a todo reconhecimento de sua espiritualidade, o discípulo estará sempre sujeito a dividir seu coração com mamom, derrubando Cristo do centro da alma e alinhando sua vida às ambições egoístas de sua natureza pecaminosa.

O chamado de Cristo é radical e porque não dizer, impossível, pois Ele irá requerer o que há de mais precioso: o controle total e absoluto de tudo. Somente assim, na entrega total e irrestrita, o coração estará escondido no verdadeiro tesouro, estará guardado em Deus.

Que Deus lhe abençoe.

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